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9 de junho de 2011

Antimatéria

A teoria

De acordo com a teoria mais aceita para a origem do universo (Big Bang), tudo teria iniciado em uma grande explosão da mais pura energia concentrada num único ponto, , na forma de radiação, que passou a se expandir em todas as direções. Aos pares, partícula-antipartícula foram sendo criadas em quantidades  iguais e ou aniquiladas (quando há colisão entre a matéria e antimateria, elas se anulam) quase imediatamente. Embora estas partículas coexistam no Universo, a percepção atual que temos sobre a matéria não nos permite conceber claramente a presença da antimateria.
Os cientistas acreditam que ao longo do tempo a matéria e antimateria se separaram e passaram a existir em regiões distintas do Universo. Pesquisadores desenvolvem atividades em aceleradores de matéria procurando reproduzir os efeitos do possível Big Bang promovendo colisões entre as partículas já identificadas (hádrons).

LHC - Um dos mais importantes aceleradores de materia
Utilizando programas computacionais que interpretam o que ocorre no interior dos aceleradores, técnicos observam o comportamento da matéria.

Imagem grafica da colisão de matéria com formação de antipartículas


No dia 06/06/2011, a "Folha.Com" divulgou na sua página de ciências um grande feito de pesquisadores internacionais, incluído a presença de brasileiros na equipe, que conseguiram o confinamento de antimateria por 16 minutos no aceleradoe CERN. A importância desse aprisionamento é a possibilidade de confirmar as previsões teóricas sobre o mundo das antiparticulas devido a um tempo maior para fazer estudos. Este mesmo problema acontece com a determinação das características físico-químicas dos últimos elementos da tabela periódica, a duração desses elementos (artificiais) é muito breve e impossibilita a caracterização.

Ilustração da Folha.com do dia 06/06/2011

É importante chamar a atenção para:
1 - Cada vez mais, temos a presença de brasileiros trabalhando nas pesquisas de grande destaque cientifico. 
2 – As pesquisas são realizadas com critérios de segurança, no caso dos aceleradores, a energia liberada nas colisões de matéria não é maior que a gerada na colisão frontal entre dois mosquitos que voam em direção contrária, portanto, insuficiente para desencadear o fim do mundo.
Para saber mais sobre o universo das partículas leia:
http://www.aventuradasparticulas.ift.unesp.br/

6 de junho de 2011

Pesquisa-2º Colegial

Dez coisas para você pesquisar e aprender sobre a água

Água é vida

Pesquise e responda as questões.
Entrega individual

1- Como o ser humano utiliza a água, no dia-dia?

2 - Qual o significado do termo “água dura” e quais problemas este tipo de água pode causar?

3- O que é água mole?

4 – O que é água pesada e onde se utiliza esse tipo de água?

5- Qual a origem das águas que abastecem o Município de Guarulhos?

6- O que são doenças de veiculação hídrica? Dê 3 exemplos de doenças  com essa característica:

7- Qual diferença entre a água doce e água salobra?

8- As águas cinza podem ser reaproveitadas? Dê exemplos:

9- O que é água de reuso?

10- O que define a cor da água?

Obs:  Escreva, em 10 linhas, coisas novas que você aprendeu sobre a água.



29 de maio de 2011

Viagem no Tempo - 2

Os meus amigos que participaram da apresentação de “ As Pegadas dos Bichos” hão de lembrar que a primeira pegada apresentada era de um dinossauro. Pois bem, resolvi pesquisar um pouco mais sobre as pegadas desses tais dinossauros e descobri algumas coisas interessantes. Vale conferir:

1- Que os dinossauros existiram de verdade nem dá para discutir. Tem um montão de ossos gigantes espalhados por tudo quanto é lugar do planeta, incluindo no Brasil (veja também: Viagem no Tempo -17/04/2011).

2 – A forma desses gigantes, os sons emitidos, a cor que possuíam entre outras características, são reproduzidos por computadores em diversos laboratórios, a partir dos estudos realizados nos vestigios encontrados em diversas partes do mundo.

Porém, em um lugar bem pertinho daqui existe o maior conjunto de pegadas de dinossauros já encontradas. Fica em Sucre na Bolívia.

FANCESA-Indústria que explora o solo para produzir cimento

Durante as escavações feitas por uma empresa que produz cimento (FANCESA) foi encontrada uma enorme placa que serviu como solo para os dinos, a milhares de anos atrás. Não se sabe ao certo se as pegadas têm algo a ver com o momento da extinção dos dinossauros. Contudo, essa placa teria se deslocado verticalmente pela ação de forças geológicas e hoje está na forma de uma enorme parede que pode ser observada a distancia pelos turistas, onde as pegadas estão lá e bastante visíveis.

Sucre - Sobre a Coordilheira dos Andes

No entorno da placa foi construído um parque temático (Parque Cretácico) que apresenta diversas réplicas de dinossauros que parecem até ser dinos de verdade.



O Parque é visitado todos os anos por milhares de turistas e serve também como laboratório de estudo para paleontólogos que pesquisam sobre a vida, não só dos dinossauros, mas também de outras espécies que viveram a milhares de anos atrás.


Pegada de um ORNITÓPODOS


Pegada de um dino carnívoro -As bolinhas na ponta são das garras
Os dinos do Parque Cretácico são bonzinhos




É possível avistar a placa pelo Google Earth e saber mais consultando a internet, fica a disposição logo a baixo, o site da empresa de cimento.

17 de abril de 2011

Viagem no Tempo


A cerca de 230 milhões de anos atrás, eles dominavam o planeta, até que algo aconteceu e provocou a extinção de quase todas as linhagens, à exceção das aves – entendido por muitos cientistas como as únicas representantes atuais.


A etimologia da palavra tem origem no grego “déinos”, terrivelmente grande,
e “sauros”, lagarto, e por extensão, réptil.
 
Cientistas supõem que há 65 milhões de anos tenha ocorrido a queda de um grande asteróide sobre o planeta Terra. Este teria levantado uma grande quantidade de poeira na atmosfera e acabou por impedir que a luz do Sol alcançasse a superfície. Como conseqüência, muitas espécies vegetais que necessitavam fazer fotossíntese para viver teriam morrido desencadeando, também, a morte de dinossauros herbívoros, e em seguida, de seus predadores carnívoros, causando o fim da era desses majestosos seres.
Paraphysornis brasiliensis
Agora Imagine por um instante a 22 milhões de anos atrás, durante o Plioceno, quando corriam pelas terras do Brasil criaturas semelhantes aos raptores do cretáceo., predadores bípedes com garras e apetites vorazes, sem caudas longas ou dentes muito afiados, porém tão sanguinários quanto seus ancestrais. É isto mesmo, uma ave brasileira descendente dos grandes dinossauros.

O Paraphysornis brasiliensis é um dos membros de uma família denominada, vulgarmente, de Aves do Terror, devido sua natureza predatória que lhes conferiram o status de predadores dominantes, durante o Brasil Pliocénico.

Um dado evolucionário interessante desta família de aves predadoras é que suas asas estariam se desenvolvendo, evoluindo para um tipo de mão primitiva. Como dito anteriormente, os cientistas consideram estas aves sobreviventes à extinção cretácea.


A DESCOBERTA

A descrição da espécie tem como base no esqueleto quase 100% recuperado procedente dos sedimentos terciários da Bacia de Taubaté (Brasil). Muitas réplicas deste fóssil foram feitas e enviadas para diversas partes do mundo, incluindo Estados Unidos e Japão sendo que a peça original permanece no Brasil.

Crédito:
Como saber a idade dos fosseis de dinossauros?
- Método de datação com carbono-14

A forma atual de se determinar a idade de fósseis está baseada no conhecimento sobre a radioatividade. Trata-se de um método radiométrico ou datação radiométrica. Esta técnica fundamenta-se nas propriedades radioativas que certos átomos ou isótopos de determinados átomos apresentam.
A radioatividade é uma forma de energia contida nos núcleos atômicos quando o núcleo do átomo é estável, ou seja, não há nada perturbando a harmonia entre os prótons e neutros, daí a radioatividade fica contida (presa no núcleo). Porém, em algumas situações, esta energia escapa do núcleo e pode ser percebida e medida por equipamentos específicos para medir radioatividade.
Alguns átomos ou isótopos de alguns átomos são mais propensos a deixar escapar de seus núcleos esta forma de energia, por exemplo: o carbono e/ou urânio que podem ser naturalmente radioativos.
Estes átomos estão presentes na vida de todos os seres vivos e acabam servindo como uma espécie de relógio radiativo que permite saber, a partir da quantidade de energia que ainda resta, a idade dos materiais ou dos seres vivos que estiveram em contato com estes átomos. É importante saber que átomos de carbono radiativo (carbono-14) são ingeridos ou inalados por qualquer espécie viva (matéria orgânica) e o urânio é liberado das rochas e solo a todo instante, e se transforma em outros elementos como o radônio.
O teste do carbono-14 permitiu estabelecer a idade de muitos achados
Para ver as horas nessa espécie de relógio radiativo é preciso usar equipamentos que contam o número de átomos ainda existentes no fóssil ou material e comparar com a quantidade de átomos que se imagina que havia no começo. A diferença entre as quantidades final e inicial fará os cientistas perceberem a idade do achado. È importante saber que essa técnica (relógio) não serve para calcular a hora, o mês ou o ano em que alguém nasceu, mas funciona bem quando se precisa determinar a idade de achados muito antigos como cerâmicas de civilizações antigas ou mesmo os ossos dos dinossauros.
Veja também: Relógio Atômico (Tempo 12-01-2011)

25 de março de 2011

Pegada Ecológica

O WWF-Brasil

É uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.


Missão do WWF-Brasil

Contribuir para que a sociedade brasileira conserve a natureza, harmonizando a atividade humana com a conservação da biodiversidade e com o uso racional dos recursos naturais, para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Para saber mais acesse:
http://www.wwf.org.br/

13 de março de 2011

Balão Azul

Nosso Lindo Balão Azul

Se você quiser vir com a gente, venha que será um barato...


Lindo Balão Azul
Nando Reis
Composição: Guilherme Arantes


Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato...

Pegar carona
Nessa cauda de comêta
Ver a Via Láctea
Estrada tão bonita

Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar prá casa
Nosso lindo balão azul...

Nosso lindo balão azul  
Nosso lindo balão azul
Nosso lindo balão azul

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CienTec - 2008

Ao fundo, Urânia a deusa da Astronomia
Palestra sobre Sismologia
Observatório do CienTec
Telescópio - CienTec


CienTec 2009

Hora da merenda

Mini-estação Meteorológica


Galera sentada no SOl do CienTec


CienTec 2010








CATAVENTO - 2009





INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)















CienTec 2011
 



 

5 de março de 2011

É bom saber...

COMO CONSERVAR A BATERIA DO NOTE BOOK?

Lítio nas baterias
As atuais baterias de Li-Ion (Íons de Lítio) usadas em laptops são muito melhores que as antigas de Ni-Cd (Níquel Cádmio) e as de Ni-MH (Níquel Metal Hidreto), pois oferecem maior autonomia e não sofrem do efeito memória. Elas têm, em média, uma vida útil mínima de 300 ciclos completos de carga/descarga que se traduz na seguinte forma: cada vez que se usa a bateria até zerar a carga totalmente (até 0%) ou chegar perto disso, já foi queimado um ciclo e diminuído sua capacidade de reter carga e a sua vida útil. Assim essa prática deve ser evitada ao máximo, ou seja, não deve ser realizada desnecessariamente, porém, deve ser efetuada de acordo com a recomendação do fabricante do seu notebook para calibrar os seus mecanismos internos.
Em uso normal (antes de fazer o ciclo regular de carga/descarga) regule o gerenciador de energia do seu notebook no Painel de Controle do Linux/Windows para quando a carga restante da bateria atingir um determinado nível, o notebook deve entrar em modo de espera, hibernar ou desligar, mas nunca o deixe abaixo de 30% (do contrário, será como estar ciclando a bateria e queimando mais um ciclo...). Por via das dúvidas, deixe entre 30%-40%.


Quando este nível mínimo estabelecido for atingido, de preferência, carregue novamente a bateria até 100%. Geralmente não há problema em deixar a bateria conectada ao notebook após ser carregada 100% e com a fonte ligada à energia elétrica, pois o carregamento é interrompido e o notebook passa a ser alimentado diretamente pela fonte. Mas se o calor gerado pelo notebook for grande e transferido para a bateria ou se a bateria ficar próxima das "zonas quentes" do notebook, como precaução, o melhor é retirar a bateria.
As baterias de Li-ion não sofrem de efeito memória, então não é necessário que elas sejam descarregadas totalmente para então depois serem totalmente carregadas. Podemos começar a usar o notebook sendo alimentado pela bateria e depois conectar a fonte. Ex: quando a carga estiver em 90%, 60%, 35%, etc...
Evite submeter a bateria às temperaturas altas (calor), pois isso literalmente pode danificar suas células ou até mesmo causar explosão; altas temperaturas são inimigas   mortais das baterias!
Caso pretenda guardar a bateria por um longo período, carregue-a  completamente e depois use normalmente até chegar em 40% de carga, retire-a do notebook e guarde-a em local arejado, longe de calor (mas também não é prá guardar a bateria por 6 meses), depois é só usá-la normalmente. Existem programas que checam o nível e o desgaste; O Everest Ultimate Edition e o Notebook Hardware Control (NHC), o qual precisa também da prévia instalação do Net Framework 2.0 ou 3.0 da Microsoft; mas, às vezes, o uso do MobileMeter.



O MobileMeter é bem simples e não precisa instalar nada, pois é um arquivo executável de 50kb e é compatível até o Windows XP; os melhores são o Everest Ultimate Edition e o Notebook Hardware Control; além disso todos esses programas também informam as temperaturas da CPU e do HD.
O Everest também informa todo o hardware do laptop e o Notebook Hardware Control, permite o gerenciamento do clock de processadores AMD e Intel e de placas de vídeo ATI  para maximizar a autonomia da bateria.
 



Obs: É importante verificar as recomendações do fabricante, pois as referências acima são de uso geral.


 
Cálcio: MUITO ALÉM DOS DENTES

De acordo com a Dra. Isabela C. Pimentel, especialista em nutrição, cardiologia e nutricionismo clínico, o elemento cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano representando cerca de 1,5 a 2,0% do peso corpóreo.



Embora seja associado a formação e manutenção de ossos e dentes dos seres humanos e outros animais, o cálcio também desempenha papel no metabolismo. Aproximadamente 1% do cálcio presente no organismo está presente no plasma na forma de cálcio ionizado ou livre (50%), cálcio não-ionizável (10%), ligado às substâncias como citrato ou fosfato e também, cálcio ligado às proteínas, como albumina ou globulina(40%). A parte do cálcio ionizado é importante para a maioria das atividades do organismo que dependem desse elemento, exercendo efeito sobre a freqüência cardíaca, sistema nervoso e coagulação sanguínea.

Doenças como raquitismo, gravidez ou lactação, estão relacionadas com  a baixa ingestão do cálcio que pode levar  o paciente a um quadro de contração involuntária das mãos que pode progredir para  convulsão.

Outros efeitos  da ausência dos íons de cálcio: sem ele não é possível ocorrer coagulação sanguínea e o coração perde a capacidade de bombear eficientemente o sangue causando lentidão na freqüência cardíaca.

Referências
Fonte: CardioPrimer
http://www.cardioprime.med.br/noticias.php?id=122




 IODO NO ORGANISMO
 Presente no mar e no solo na forma de íons (iodeto)  é mais um micro mineral, nutriente importante para o nosso organismo.  Nosso organismo precisa de pequenas concentrações desse elemento (cerca de 15 a 23 mg de iodo para um adulto).


A maior parte do iodo destina-se para a glândula tireóide, onde participa da formação dos hormônios tireoidianos (tiroxina e triiodotiroxina), responsáveis  pelo bom desenvolvimento do cérebro e dos neurônios, na reprodução, na produção da vitamina A, na síntese de proteínas e absorção intestinal de carboidratos, e também, na atuação de varias enzimas importantes.

Desde 1953 o Brasil adota o processo de iodização do sal de cozinha para prevenir os problemas de saúde que a falta de iodo pode causar no organismo.
A quantidade de ingestão recomendada é de 150 mcg/dia,  ou seja, um milésimo de um miligrama por dia, para os adultos saudáveis. As gestantes e as lactantes, em geral, precisam aumentar essa quantidade para 175 mcg/dia.

A maior quantidade do iodo que necessitamos é obtida do sal de cozinha iodado, porém, existem outras fontes que nem sempre fazem parte do cardápio de muitas pessoas. O iodo também pode ser obtido a partir do consumo de frutos do mar (camarão, ostras), peixes (atum, bacalhau) e algas, alguns legumes (vagem, rabanete, agrião, nabo, cebola, etc.), frutas como o ananás, as ameixas e os ovos cozidos.
  Deficiência de ingestão
Uma alimentação deficiente em alimentos que contenham iodo, associado a problemas de saúde que levem a uma baixa absorção do mesmo, ingestão de alimentos capazes de impedir ou dificultar a sua absorção como: pêssegos, amêndoas, soja e mandioca.

Conseqüências da Deficiência
O bócio é, com certeza, a doença mais temida na deficiência de iodo, porém, não é o único problema. Os principais sintomas ou conseqüências da deficiência do iodo são: para as gestantes em relação à formação do bebê, nas crianças e nos adultos, o próprio bócio, hipotireodismo, retardamento no desenvolvimento ósseo, físico e mental.

Bócio, doença também conhecida como "papo"
 Conseqüências do Excesso
Pessoas submetidas à alta dose de iodo, também podem apresentar inibição da atividade tireoidiana.

Referências Bibliográficas
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE – Ministério da Saúde.



Bário  - O caso - Celobar

ENTENDA A INTOXICAÇÃO NO CASO CELOBAR

Celobar é uma espécie de medicamento ingerido para dar contraste nos órgãos do sistema disgestório afim que estes fiquem visíveis nas radiografias.

Contraste com CELOBAR
 Em Junho de 2003, um erro provocou a intoxicação em dezenas de pessoas levando, inclusive, algumas à morte. A causa: um veneno chamado carbonato de bário (BaCO3). Medicamento que causou a tragédia:

CELOBAR - deveria conter somente sulfato de bário (BaSO4). Mas a indústria farmacêutica que produziu o remédio, na tentativa economizar na transformação do carbonato em sulfato, cometeu um erro que fez com que quase 15% da massa do Celobar comercializado fosse de BaCO3.
Sulfato de Bário
O problema é que os íons Ba2+ são muito tóxicos e quando absorvidos, causam vômito, cólicas, diarréia, tremores, convulsões e até a morte. Cerca de 0,5 g é dose fatal. Embora os dois compostos (BaSO4 e BaCO3) contenham bário, o BaSO4 não é perigoso porque praticamente não se dissolve na água. Neste caso, os íons Ba2+ não são liberados para serem absorvidos pelo organismo. Com o BaCO3 é diferente. Apesar de pouco solúvel em água, ele reage com o ácido clorídrico (HCl) do nosso estômago - o que não acontece com o BaSO4 formando um sal solúvel, o cloreto de bário (BaCl2). Ao se dissolver, esse sal se dissocia, liberando íons bário para o organismo. O corpo absorve esses íons e a intoxicação acontece.

Créditos: Dr. Luís Fernando Pereira